Perfil

Começando na carreira como aprendiz de desenhista em Porto Alegre com apenas 16 anos, transferiu-se para ao Rio de Janeiro em 1953, passando a trabalhar em departamentos de arte de agências de publicidade e na Editora Rio Gráfica. Benício chegou a ilustrar história em quadrinhos, mas nunca se considerou apto para isso. A partir de 1961, começou a trabalhar para a McCann Erickson Publicidade, fez importantes trabalhos para a Coca-ColaEsso e outros grandes clientes. Em 1963, já consagrado, muda-se para a Denison Propaganda.

 
O icônico cartaz da pornochanchada A Super Fêmea, com Vera Fischer, um dos mais famosos trabalhos de Benício nos anos 70.

Nos anos 60, Benício conquistou fama desenhando mulheres voluptuosas para capas de livretos de bolso da extinta Editora Monterrey, particularmente a série Gisele, A Espiã Nua que Abalou Paris, que tinha os textos feitos pelo jornalista David Nasser, e centenas de livretos da coleção ZZ7, com a filha de Gisele, "Brigitte Montfort", também uma sexy, linda e voluptuosa espiã. Adepto das mulheres com curvas e da exaltação do corpo feminino, como Vargas, o célebre desenhista da Playboy americana, Benício ficou conhecido como o 'rei das pin-ups' brasileiro, e tem como sua maior influência o trabalho do artista norte-americano Norman Rockwell, por mais de quatro décadas o ilustrador das capas do The Saturday Evening Post.

Nos anos 70 ele foi o mais solicitado e famoso ilustrador de cartazes do cinema nacional, produzindo mais de 300 deles em duas décadas - sendo obrigado a driblar e negociar com a censura da ditadura militar para aprovar seus trabalhos - entre eles duas imagens que se tornaram ícones do cinema nacional: o cartaz da pornochanchada A Super Fêmea, que lançouVera Fischer ao estrelato, e o de Dona Flor e Seus Dois Maridos, o filme de maior público da história do cinema brasileiro. Ele também foi o responsável por todos os cartazes dos filmes dos Trapalhões. Benício considera seu trabalho para o cartaz do filme Independência ou Morte, de 1972, para o qual Tarcísio Meira, que fez o papel principal de Dom Pedro I, posou ao vivo para ele, o mais elaborado de sua carreira nesta área.

Benício continuou em grande atividade pelos anos 80, trabalhando sempre com tinta a guache, até a posse do presidente Fernando Collor, que fechou a Embrafilme e paralisou a produção cinematográfica no Brasil por falta de financiamento. Com a chamada 'Retomada', já nos anos 2000, e a substituição do pincel pelo computador, tornando a execução dos trabalhos mais baratos, ele passou a ser menos solicitado pelo cinema. Com mais de 50 anos de carreira, ilustrando projetos de arquitetura e autor de trabalhos para as revistas VejaPlayboy e Isto É, entre outras, hoje dedica seu tempo a atender encomendas para ilustrações de anúncios publicitários e matérias internas de revistas, em seu estúdio particular no Leblon, Rio de Janeiro.

 

Prêmios

1986
 
1990
  • Prêmio de ilustração arquitetônica do Instituto dos Arquitetos do Brasil, pelo projeto Orla Marítima da cidade do Rio de Janeiro.

 

 

Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Lu%C3%ADs_Ben%C3%ADcio_da_Fonseca