Wanderley Cardoso

 

Wanderley Conti Cardoso (São Paulo, 10 de março de 1945)
 
Nascido no bairro paulistano do Belenzinho, começou a carreira de intérprete aos 13 anos. Morou nos bairros de Pirituba e Lapa em São Paulo. Estudou na escola Guilherme Kuhlmann, onde concluiu o primário (1º a 4º série), no Largo da Lapa, Lapa de Baixo, em São Paulo.
Depois de cinco anos dedicados ao estudos, investiu com força no showbiz. Seu primeiro sucesso, gravado em 1965, chamava-se "Preste atenção". Rapidamente se tornou um dos ídolos da Jovem Guarda, ganhando o apelido de "O bom rapaz", título de seu grande sucesso gravado em 1967, que vendeu mais de cinco milhões de cópias.
Foi apresentador de rádio e televisão e participou como um dos trapalhões no programa "Os Adoráveis Trapalhões" na extinta TV Excelsior, ao lado de Renato Aragão, Ted Boy Marino e Ivon Curi. O cantor aparece em um número musical no filme de 1966 de Renato Aragão, Na Onda do Iê-iê-iê, no qual também pode ser visto Wilton Franco, que criou o famoso programa humorístico para a TV Excelsior.
 
Depois da Jovem Guarda e dos Adoráveis Trapalhões, foi contratado por Silvio Santos em 1970, juntamente com Paulo Sérgio e Antônio Marcos, para se apresentar semanalmente no quadro "Os galãs cantam e dançam na TV", que trazia além dos 3 (três) contratados fixos, vários cantores convidados. Manteve o romantismo em seus shows e discos. No início dos anos 70 foi barbaramente espancado na cidade de Uberlândia, Minas Gerais,onde realizaria um show. O ato de violência foi praticado por vários "playboys", ricos fazendeiros e industriais da região. Os fatos não foram devidamente apurados, devido ao grande poder dos empresários de Uberlândia junto aos militares que governavam o país.
 
No cinema, protagonizou vários filmes e participou de algumas peças de teatro e telenovelas. Outro de seus sucessos foi "Adeus Ingrata" que lançou no filme "O pobre príncipe encantado", o qual conta com a participação de Flávio Migliaccio e Vanusa.
Ao longo de sua carreira, gravou mais de 900 músicas e vendeu cerca de dezesseis milhões de cópias de seus 84 discos. Morando no Rio de Janeiro, mais preciso na Ilha do Governador, é evangélico e canta músicas da áurea época da Jovem Guarda, e suas mais novas canções gospel. Lançou um DVD, com participações de vários artistas brasileiros.
Em 2003, já no cenário cristão, foi premiado no Troféu Talento na categoria Revelação masculina.
 
Pai de Cynthia, André, Victor e Wanderley Cardoso Júnior, o cantor e compositor se casou duas vezes. Os olhos verdes ajudaram, mas o dono não gostava deles na época da Jovem Guarda. À exceção de Roberto Carlos, que não vê há anos, ele tem se encontrado constantemente com os amigos daqueles tempos. Em Belo Horizonte, no fim do ano de 2011, ele participou do projeto Minas ao luar, ao lado de Waldirene e do grupo Os Vips. “Encerramos a noite com Festa de arromba”, recorda, empolgado.
 
Liderado por Roberto Carlos, o movimento musical da década de 1960 significou “tudo” para Wanderley Cardoso. “Até hoje sou identificado como cantor da Jovem Guarda”, orgulha-se. “Outro dia mesmo, no shopping, a menina falou para a mãe: ‘Olha aquele moço da TV’. E a mãe corrigiu: ‘É o Wanderley Cardoso’. Depois veio me abraçar”, conta, sensibilizado com o carinho dos fãs. De dois shows que faz por semana, pelo menos um costuma ser em festa de aniversário dos admiradores.
 
Desde que se tornou evangélico em 2001 – no Rio, frequenta a Igreja Sara Nossa Terra, enquanto em BH vai à Igreja Templo dos Anjos, do pastor Jerônimo, na Barroca –, Wanderley passou a se apresentar em templos. “Dou o meu testemunho nas igrejas”, esclarece, explicando que recebe ofertas dos fiéis em vez de cachê. “A gente leva os discos para vender mais barato, é uma forma de compensar”. Em breve, ele voltará a se apresentar na capital mineira, provavelmente em uma igreja evangélica.
 
Ele diz ter se livrado do vício do álcool graças à religião. “Para beber, só vinho. Mesmo assim, só de vez em quando. A luta para me livrar do alcoolismo foi grande”, revela Wanderley Cardoso, que chegou a ser proprietário de bar na capital fluminense.
 
Romântico Eterno sentimental, o cantor lembra que não por acaso seu primeiro disco se chama Jovem romântico, seguido de álbuns nessa linha, como Perdidamente apaixonado.
 
A carreira de Wanderley Cardoso começou aos 12 anos, quando ele gravou Canção do jornaleiro, em 78 rotações. Aos 8, já participava de concursos infantis. Aos 12, fez teste com o acordeonista ítalo-brasileiro Mário Zan, que se tornou seu produtor.
Na adolescência, veio a mudança de voz. Wanderley interrompeu a carreira, mas ela foi retomada aos 18 anos, quando passou a integrar conjuntos de baile cantando rocks de Elvis Presley e Paul Anka, além de canções italianas. O primeiro grande sucesso foi Preste atenção, quando integrava a turma da Jovem Guarda.
 
De Roberto e Erasmo Carlos, Wanderley gravou Promessa para a trilha do filme Na onda do iê-iê-iê, de 1966, dirigido por Aurélio Teixeira. Essa fita marcou a estreia de Renato Aragão e Os Trapalhões.
 
O cantor gravou mais de 100 discos, entre LPs (incluindo 78 rotações e compactos), compactos duplos e simples e CDs. O mais recente, nos formatos CD e DVD, foi Wanderley Cardoso ao vivo – 40 anos de sucesso do bom rapaz, lançado pelo selo Wanday Music, de propriedade dele, com distribuição da EMI Music.
 
Jovem Guarda é sinônimo de alienação? “Não. Ela mudou a maneira de as pessoas se vestirem, o tipo de cabelo, a linguagem”, defende Wanderley Cardoso. E cita a cabeleira dos jovens, a calça de cintura baixa – Saint-Tropez e boca de sino –, além da minissaia e das gírias (“É uma brasa, mora?”), como responsáveis pela revolução comportamental dos anos 1960.
 
“Ninguém de nós quis se envolver com política, já que a política se envolve com a gente”, garante o cantor. Em plena ditadura, ele chegou a viajar em aviões militares para fazer shows. Ele conta que o “o pessoal do contra”, na época da Jovem Guarda, era a turma da Bossa Nova, além de Elis Regina.
 
“Cheguei a ter uma canção (Vou embora, vou sumir, de Natan) censurada”, queixa-se. Mas esclarece: o problema surgiu por causa “de um gesto obsceno, à la Michael Jackson”, que fazia ao interpretar a música. “Passei uma noite na Censura Federal, em São Paulo, e me proibiram de continuar fazendo aquele gesto”, diz Wanderley.
 
Nos anos 60, não tinha para ninguém. Wanderley Cardoso era o cara: bonito, educado e talentoso, o genro que toda sogra queria ter. Tinha seguidoras tão fanáticas que iam parar na delegacia, obrigando o cantor a resgatá-las. Desde o primeiro sucesso, aos 13 anos de idade, até os dias de hoje, aos 64, Wanderley cantou mais de 950 músicas, vendeu cerca de 16 milhões de cópias e lançou 87 discos. Versátil, atuou em filmes, musicais e novelas. Seu último DVD, “40 anos de sucesso do Bom Rapaz”, foi indicado a melhor álbum romântico no Grammy Latino de 2007.
 
“Sempre fui apaixonado por música. Vivia grudado no radinho do meu avô, tinha facilidade de decorar as letras. Minha mãe me levava nos programas de rádio quando eu tinha 12, 13 anos. Gravei a música ‘Canção do jornaleiro’, de Heitor dos Prazeres, que na época já era antiga, tinha 40 anos. Ganhei diversos concursos. Depois, fiquei alguns anos parado para estudar e por conta da mudança de voz. Voltei com 18 anos com o conjunto Os Sombras, que se apresentava em bailinhos de Pirituba (bairro de São Paulo).”
“Comecei a participar de programas de auditório que exibiam jovens talentos. Cheguei a cantar no Chacrinha, mas ele não gostou muito da minha música e me tirou logo do palco. Fiquei meio chateado. Depois, quando estourei, demorei dois anos para querer voltar ao programa dele. Meu primeiro sucesso foi com ‘Preste atenção’. Saí na capa da revista ‘Cruzeiro’ como o novo galã. Depois foi um sucesso atrás do outro: ‘Abraça-me forte’, ‘O Bom Rapaz’, ‘Promessa’, que Roberto e Erasmo fizeram especialmente para eu cantar. Participei de alguns programas da Jovem Guarda, até que a TV Excelsior me chamou para fazer um programa. O Wilton Franco (diretor) teve a ideia de juntar o Renato Aragão, o Tedy Boy Marino e Ivon Cury, éramos os ‘Adoráveis Trapalhões’. Foi sucesso imediato, ficamos quatro anos como líderes de audiência. Foi meu primeiro programa de humor. Consegui me sair bem, improvisar. Era tudo ao vivo!”
 
“Essa coisa das fãs era uma loucura no Brasil todo. Tinha uma rivalidade entre as minhas fãs e as fãs do Jerry Adriani. Uma vez fomos fazer um show em Niterói e teve um impasse de quem iria cantar a última música. No fim das contas eu encerrei o show. Depois disso, eu e Jerry ficamos um tempo sem se falar. Mas depois tudo ficou bem. Afinal, tínhamos começado a carreira juntos em São Paulo, éramos amigos. Não fazia sentido brigar. Mas os fãs levavam tudo muito a sério. Uma vez precisei ir na delegacia resgatar umas fãs que tinham se envolvido em briga. Tinha até gente com navalha. Falei pro delegado liberar as garotas, que a confusão era como as que aconteciam com os fãs de Marlene e Emilinha Borba (cantoras do rádio). A fama tinha esse lado engraçado, mas também aconteceram coisas tristes. Uma vez fui agredido após um show em Uberaba por nove rapazes. Quase perdi a vista direita. Precisei ir para Houston operar.”
“Uma vez encontrei uma fã dentro do meu armário no quarto do hotel. Eu já
estava de cueca e corri para colocar a roupa. Naquela época tinha sempre um jornalista querendo flagrar artista com menor de idade. O Roberto Carlos fez até aquela música ‘Querem acabar comigo’ por causa disso. Cheguei a namorar algumas fãs, e mulheres famosas também. Morei três anos com a Vanusa, namorei a Débora Duarte, umas duas ou três chacretes. Era bem mulherengo. As mulheres gostavam do meu jeito de falso tímido, eu era o legítimo bom rapaz (nome de um grande sucesso de Wanderley). Não fumava nem bebia. Era o filho que toda mãe queria ter e o namorado que toda mulher queria ter. Depois, na época da Jovem Guarda, deixei o cabelo crescer. Primeiro no estilo Beatles, depois Black Power.”
 
Decadência e retorno do ‘Bom Rapaz’
“Com o passar dos anos o sucesso foi acabando. Tentei ir para fora do país, fiz alguns shows. No Brasil fiquei praticamente esquecido. Tive alta depressão, comecei a beber demais. Cheguei a tentar suicídio, algo do qual me arrependo e que só não aconteceu graças a minha mulher, me tornei evangélico e fiz muito sucesso no meio gospel. Mas não me tornei um cantor gospel. Continuo fazendo shows, cantando as músicas da Jovem Guarda. Estou cada vez mais disposto. Voltei a ser o ‘Bom Rapaz’. Eu quero é cantar. É a única coisa que sei fazer.”
 
E a partir daí, uma nova etapa começou para o cantor. Depois de frequentar algumas igrejas evangélicas, Wanderley resolveu aceitar o convite da gravadora Top Gospel para fazer o CD evangélico Agora sou feliz. O CD está sendo sucesso de público e já vendeu quase 200 mil cópias.
“Estou feliz com o resultando. Depois de oito meses frequentando a igreja, resolvi aceitar o convite da Top Gospel e cantar para a família evangélica, que tem me recebido com muito carinho. Temos apresentações a cada dois dias em muitas igrejas no Brasil e também no exterior”, afirmou em entrevista. Wanderley também falou que a sua forma de cantar mudou.
 
“Os CDs seculares… eu já estava acostumado. Tenho uma experiência de 29 gravações entre LPs, CDs e compactos, mas um CD evangélico é diferente. Tive que ser orientado por minha esposa Day, que é evangélica desde que nasceu. E que me produziu e dirigiu com muita capacidade. Também contei com o apoio de grandes músicos e arranjos de excelente qualidade do maestro Melk Carvalhedo, também evangélico”.
Questionado sobre sua conversão, Wanderley disse que “Jesus é hoje tudo na minha vida. Não faço nada sem orar e sempre agradeço pelas vitórias que Ele tem me concedido. Depois de ter Cristo no meu coração, acabei com as supertições, com meus medos e incertezas e sempre digo que sou mais Jesus e que com Ele temos a vitória”.
A cada dia sua realidade é outra, mas o cantor ainda tem compromissos com shows para o público que o acompanha há 37 anos, mas disse que em todas as apresentações canta músicas evangélicas. “Com isso tenho levado muitas pessoas para Cristo quando conto meu testemunho e falo da paz que encontrei em Jesus.
 
Creio que a tendência é cada dia mais me dedicar à música gospel, já que 95% do meu trabalho tem sido em igrejas ou encontros evangélicos.”
Muitos jornais e revistas questionaram Wanderley Cardoso sobre sua conversão, dizendo que ele foi para a igreja porque queria gravar CDs para o público evangélico porque já não fazia sucesso no meio secular.
É o próprio Wanderley quem responde afirmando que veio para Cristo porque precisava de paz. “Vim pela dor mesmo, vim não porque precisasse de dinheiro, e sim porque precisava de paz. Há bastante tempo me convidam para gravar um disco gospel e eu sempre recusei, porque achava que eu não era um bom exemplo.
Somente fiz isso quando realmente tive uma experiência pessoal com Cristo e achei que era o momento de fazê-lo, porque Deus tem seu tempo determinado para todas as coisas”, afirmou.
Wanderley Cardoso gravou seu primeiro CD gospel, Agora sou feliz, pela gravadora Top Gospel recebendo o prêmio de revelação gospel masculina noTroféu Talento, um dos prêmios do mundo musical evangélico mais respeitados no Brasil.
 

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